Pitadas 09/08/2017 – Quando um nome é forte, não se faz necessárias ação ou reação eleitoreiras

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É incontestável a proporção que o nome do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues tem tomado quando se vislumbra sua possível candidatura às eleições de 2018 ao governo do estado. Um dos fatores que leva a essa contestação é que, após a celeuma criada por conta da decisão, por parte do Governo do Estado, de cessar o racionamento d’água na Rainha da Borborema, não se falou em outra coisa a não ser no nome do tucano.
 
Mesmo sem se pronunciar sobre o tema e sequer estar presente na cidade, Romero Rodrigues pôde ser lembrado, durante todo o dia de hoje, por parte da mídia paraibana “articulada com a política”, pelo governador, Ricardo Coutinho e por alguns dos seus asseclas, que fizeram questão de se utilizar das redes sociais, com a vil intenção de atingi-lo.
 
O esforço em criar tal imbróglio envolvendo o nome do prefeito de Campina Grande deu chabu, até porque em nenhum instante Romero Rodrigues rebateu as insinuações maldosas às suas colocações de outrora sobre o tema ou a sua assessoria se pronunciou.
 
Ainda se utilizaram de um email anônimo que foi encaminhado à imprensa sob o título: “Prefeito de Campina segue exemplo de Cássio e usa discurso eleitoreiro sobre os recursos hídricos para a cidade”. O que seria mais eleitoreiro? O prefeito RR ter sido a favor do encerramento do racionamento num momento propício ou findá-lo durante a visita do ex-presidente Lula, na tentativa de massificar o nome do desconhecido pré-candidato do governador às eleições do ano que vem?
 
“Coincidentemente”, o governador Ricardo Coutinho escolheu a data da visita do ex-presidente Lula à cidade para decretar o encerramento do racionamento d’água em Campina Grande, não seria esse um discurso eleitoreiro? Fazer apoteose às custas do sofrimento do povo de Campina Grande, governador, é inadmissível.
 
O povo de Campina Grande, inclusive, gostaria de saber o que o governo do estado fez efetivamente para amenizar a crise hídrica na Rainha da Borborema e nas demais regiões que dependem das águas do açude de Boqueirão, durante todo o período em que a cidade estava na iminência de um colapso d’água? O que o governo do estado fez efetivamente para contribuir com a conclusão das obras da Transposição? Nada.
 
Pois é, não foi pouco não fazer nada, agora acredita ser racional submeter a cidade a riscos como o de cessar o racionamento, neste instante, sem sequer tomar precauções no sentido, por exemplo, de lançar uma campanha educativa sobre a importância de economizar esse bem tão precioso. Não, é preferível saciar os caprichos e desejos do desgoverno de Ricardo Coutinho em relação a Campina Grande.
 
Se não for irresponsabilidade decretar o fim do racionamento, quando sequer o açude saiu do volume morto, quando os desvios de água ao longo do Rio Paraíba são frequentes e não são sequer fiscalizados, quando a irrigação já está liberada, e ainda desconsiderar a evaporação natural, sinceramente não sei como adjetivar tal decisão.
 
No email anônimo, ainda cometeram o desvario de afirmar que o senador Cássio e o presidente Temer sustentaram que a conclusão da obra da Transposição chegava a Paraíba por méritos deles e não dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. Em todos os discursos que ouvi e vi, não só de Cássio ou de Temer, mas de todos os envolvidos na aceleração e conclusão dessas obras, eles sempre fizeram referência aos ex-presidentes já citados.
 
Querem a todo custo continuar o engodo de iludir e ludibriar o povo. Seria interessante que também bradassem que a Transposição se arrastou por anos a fio, sem a menor perspectiva de ser finalizada, mas teve um objetivo único: desviar verbas públicas para que a cada eleição pudesse ser utilizada de maneira sórdida e eleitoreira. E na gestão da então presidente Dilma Rousseff, ela sequer andou.
 
Não fossem os esforços, a pressão e as cobranças feitas pelo senador Cássio Cunha Lima e por outros parlamentares para agilizar a conclusão das obras da Transposição junto ao atual presidente Temer, Campina Grande e outras cidades já estariam arruinadas. O Governo do estado que nada fez, agora posa de bom moço como se fosse o protagonista da conclusão das obras da Transposição e da salvação do colapso de água na Rainha da Borborema e nas demais cidades.
 
Não é demais lembrar que se não fosse o empréstimo de quatro conjuntos de motobombas e outros equipamentos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) intermediada, inclusive, pelo senador Cássio Cunha Lima junto ao governador de São Paulo, Geraldo Alckimin para o Projeto de Integração do Rio São Francisco, as águas não teriam sequer chegado ao seu destino e se Campina Grande dependesse das ações do governador Ricardo Coutinho ou dos seus esforços, estaria aniquilada.
 
Não é demais lembrar que se não fosse a aquisição dessas quatro motobombas que acelerou a passagem da água pelas estruturas do eixo Leste do projeto e permitiu que a região de Campina Grande – uma das mais atingidas pela seca que já durava cinco anos – fosse beneficiada no começo de 2017, as águas não teriam chegado ao seu destino.
 
Portanto, governador Ricardo Coutinho não queira ser rei na Rainha da Borborema porque aqui não existem leigos ou desmemoriados, o povo campinense é aguerrido e já conhece bem sua forma ardilosa de lidar e manipular os mais necessitados e desinformados. Campina Grande tem memória!